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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Merci, Les Fous!






Je viens de faire une immersion de français dans le week-end dernier. Je déjà conaissais les camarades du Fous, mais à cause d'une immersion d'anglais. J'ai découvert que - oui! - je parle français! Je me trompe un peu, parfois, mais - voilà! - ça marche!

J'ai connu quatre français et environ dix brésiliens. On a fait de la randonée, de la cuisine, du sport (je ne suis pas très sportive, c'est vrai!). Il y a une petite chienne, Puncky, qui nous a acompagné pendant tout le temps de la randonée. Elle a monté la montagne avec facilité, en se promenant heureusement parmi les arbres du chemin. C'est très intérresant: elle sait le chemin mieux que nous

On a chanté, on a dansé autour du feu. Il y avait des musiciens parmi le groupe.  J'ai joué de la guitare aussi. On a fait une tarte aux courges, mes amis ont fait du pain. J'ai fait une pièce de bois à la forme du simbole des Stones. J'ai joué de la petanca de Finlande. J'ai monté la montagne. Vouz pouvez penser que c'est fatigant. Mais, à vrai dire, toutes les choses sont fait avec beaucoup d'amour. Donc, à la fin de les activités, reste seulement une joie immense d'avoir une nouvelle expérience. 

Ce n'est pas seulement une découverte de la langue de la immersion. J'ai déjà dit que,  Les Fous, c'est une autre forme de vivre, pour profiter de la nature, de la nouriture magnifique et l'atention de toute l'équipe d'instructeurs avec nous.

Quand je rentre chez moi, après une immersion, je rentre toujours différente: plus heureuse, plus confiante, plus intéresante. Ce sont les choses que vraiment importent dans la vie: ce qu'on vit, les gens qu'on connais, les changements des idées, les découvertes. 

C'est à cause de tout ça - et plus beaucoup de choses que je pourrais écrire - que je suis folle des vous! On va chanter, on va danser... Avec Les Fous!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Volta pra mim

Dilma e Michel tentando a lua de mel.



A barata e a formiga


É compreensível odiar as baratas, porque elas são "sujas", andam por toda parte, são insetos asquerosos e petulantes. A barata entra onde não é convidada, sobe pela tua perna, te tira da zona de conforto. A barata é, de fato, petulante. Ela para o trânsito e atrapalha o trabalho.

Impressiona que ninguém pense o mesmo das formigas. A formiguinha é bonitinha. Entretanto, ela também anda por toda parte, é um inseto menos asqueroso, igualmente entra sem ser convidada. E muitas vezes subiu na sua perna, levando um peteleco de leve, seguido de um "oh, uma formiguinha". No entanto, prova de que a formiga não é inocente é o fato de ela comer a barata assim que esta vira de pata pra cima, após overdose de baygon. Como um bichinho limpinho se alimenta daquele inseto tão desprezado e continua sendo aceita socialmente?

A formiga tem boa imagem, se veste bem, tem um discurso alinhado. A barata é porra louca, cagou pro sistema, se lixou pra opinião pública. A formiga é cidadã de bem, paga impostos e odeia "sustentar" programas sociais de ajuda à inserção da barata na concorrência de mercado. 

Ora, a formiga não quer que a barata chegue aos seus pés. Eis a esperteza da formiga: ter essa imagem de boazinha. E continuar comendo a barata no fim da história.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Ooops!


Sem palavras

O que define uma boa companhia é a sua
capacidade de ficar com ela em silêncio 
sem que isso lhes cause embaraço. 
Com quem você conseguiria ficar sem palavras?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Bad Romance

A rapidez não alivia nem pro velho mundo.
Em um café belga, quando finalmente tomou coragem:

- Je t’aime. (Eu te amo)

Ouviu com resignação a resposta:

- J’ai Tinder. (Tenho Tinder)

E foi assim que c’est fini l’amour.

sábado, 9 de janeiro de 2016

E um chocolatinho


Era uma vez uma assinatura





e baladas que perderam uma geração inteira para sempre.

Et c'est fini l'histoire.

No teu melhor sonho


Café com Limão [et au glace!]

Café é preciso, já disse Fernando Pessoa [ou foi um acionista da indústria de café?].

Foi por isso que, no meio de uma tarde, o Limão preparou meia xícara de café solúvel gelado, umas duas colheres. Duas bem rasinhas de açúcar. E depois catou aquela rabeta do sorvete – que tu ignorou por pensar que era feijão congelado – e tacou duas grandes pelotas dentro da xícara.

Mexeu por alguns instantes, e logo obteve um espumado, encorpado e violento café frappé gourmet très élégant! Apenas faça. Tout est possible après un café!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Mil anos a mais

Em 3016, não havia mais conflitos. Os problemas sociais haviam sido solucionados com as chamadas "políticas públicas". A polícia deixou de existir e os servidores foram realocados nos demais órgãos governamentais. Era neste contexto que dois amigos conversavam em um café (sim, ainda existem os cafés em 3016!):

- Ainda assim, é preciso um movimento. Ainda que de resistência e manutenção deste estado perfeito.
- Não, cara. Há coisas mais importantes. Se a desigualdade nem existe...
- Mas é preciso manter o que foi conquistado. A igualdade social, a inexistência da luta de classes, do racismo, da homofobia, do machismo, do patriarcado capitalista.
- Isso não existe mais. Como você quer lutar contra uma coisa que não existe?
- O golpe pode vir de onde menos se espera.
- Isso não existe!
- Mas as futuras gerações precisam saber!
- Cara, chega dessa conversa!
- O mundo inteiro precisa saber, e ter um plano de contingência.
- Tu me faz perder a paciência, sabia? - disse ao se levantar da mesa, em tom mais alto - Por que não muda de assunto nunca? Sério! Cala a boca, meu!
- As pessoas precisam se orgulhar disso! Assim, a gente sempre vai saber como evitar a desigualdade, racismo, homofobia, sexismo, estereotipação da mídia e a manutenção dos direitos human... (PAF!)
- Filho da puta! - gritou ao sentar o punho fechado na cara do amigo - Isso não existe, filho da puta! Tu tá me entendendo ou vai ter que ter mais porrada??? Por que tu quer voltar nessa história de direitos humanos se desigualdade e preconceito não existem e é coisa da tua cabeça???

Em 3016. 
Et c'est fini l'histoire.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Abre-te!


Marcado

Quando o relógio deu 18h15, e a penumbra do inverno começou a escurecer a rua do escritório, ela saiu num pé só, derrubando algumas folhas da mesa, quase esbarrando em metade dos colegas.

- Hey, Lucy, aonde você vai?
- Tô atrasada, vou encontrar comigo mesma!


Et c'est fini l'histoire.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Quem prefere o cão


Para o próximo



Formado em astrologia por correspondência, senhas ocultas e sub-celebritismo, Charles Dathfort falou ao Limão Hipster, às cinco da manhã deste domingo, sobre o que espera de 2016. 

- Absolutamente nada de novo – disse por telefone, com voz sonolenta, alegando ainda não ter bebido seu café.

Sugerimos, então, produzir uma matéria, com imagens dele em algum parque ou templo budista, dando receitas de como ser uma pessoa melhor, com uma repórter que finge estar interessada, enquanto ouve seu whatsapp bombar no bolso da calça sem poder ler as mensagens. Após a sugestão, Dathfort encerrou a entrevista categórico:

- Mas nem fudendo. 

Eis alguém de personalidade. 2016 vai ser cítrico. Personne a doute.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Salve a Via Láctea


Término

[Por R.Oestreich]

Aquela era uma linda visão. Do olhar pela fresta do abre e fecha da porta, lá eu a encontrava. Achei que estava delirando pelo mormaço de Porto Alegre ou sonhando, quem sabe. Não sei, acho que fiquei apaixonado.

Era quente, mas não quente o suficiente para o meu amor por ela. Tinha curvas que não eram uniformes, mas eram as que eu mais desejava durante o dia. Muitas vezes brigamos por nada, talvez eu fosse ciumento e quisesse a atenção dela só para mim durante o dia; e que, quando eu chegasse, ela estivesse ali cheia de amor pra mim.

Às vezes, tento me relacionar com outra durante a noite para tentar esquecer a do dia. Mas a da noite tá sempre quente, não me deixa dormir, e gosta de queimar meus dedos.

Acho que esse amor tá me matando. Que amor é esse que nós temos que sofrer com a saudade, ciúmes e falta de palavras? Não lembro ao certo de quando começou nossa história de amor, mas me lembro de que me fiz de difícil, que não aceitava gostar de ti.

Agora já é tarde, não têm volta. Podemos ser amigos ainda e, quem sabe, nos ver às vezes. Mas não te desejo mais como antes. Terminar essa relação é o melhor pra nós dois. Eu vou me lembrar de ti para sempre, e dos momentos que passamos juntos. Sinto muito por isso ter terminado assim, mas quero que tu saibas que o problema não é você: sou eu. Tenho que experimentar novos sabores na vida.

Adeus. Sempre vou te amar.
Minha linda e amarga cafeteira.

 


[O libriano Oestreich é meu amigo, 
colega de filosofia geográfico-europeia, 
e ‘alguns por centos’ responsável 
pelo meu vício inconsequente em cafeína.]